Restart – Geração Z (2011)

Origem: Brasil
Gênero: Power Pop, Pop Punk, Pop Rock
Gravadora: Radar Records

A banda Restart, a banda nacional mais odiada e amada pelos adolescentes e pré-adolescentes, lança seu terceiro disco de estúdio, sendo o segundo de inéditas, sendo esse CD muito bem divulgado pela internet, diga-se de passagem. Geração Z, posterior a Geração Y, é o termo dado para quem tem entre 12 e 19 anos, nascidos na década de 90. É um bom nome de disco, e é possível fazer um ótimo conceito nele, o que não ocorre neste novo projeto.

O disco tem um pouco mais de 31 minutos de duração e começa com Menina Estranha. Faixa simples, com uma introdução de violão, musicalmente bonitinha, mas com uma letra ridícula, como essa parte, cantada pelo fraquíssimo (irei repetir essa palavra bastante) Pe Lu: “Ela já faz faculdade / E eu aqui aprendendo a dirigir / Nem sei se vou me formar” Preciso comentar mais alguma coisa sobre ela? Espero que não. O disco segue em frente com Vai e Volta, outra faixa com o violão em destaque, e acho que eu já escutei alguma música muito parecida com ela, mas não sei onde ouvi. A letra é tão ruim quanto Menina Estranha, mas não tem versos tão ridículos como na sua antecessora e mesmo soando genérica. Minha estrela é a terceira canção do disco e é mais uma faixa onde as guitarras ficam “descansando”. E já na terceira música a voz do Pe Lu soa menos irritante, mas mesmo assim dá vontade de matar ele com sua voz forçada de “menininho que quer ser fofinho”. Em Nosso Rock, quarta faixa de Geração Z, finalmente Koba e Pe Lu decidem plugar suas guitarras e fazerem uns riffs interessantes. Apesar de uma letra pobre e linhas vocais fraquíssimas de Pe Lu e o gritinho ridículo de Pe Lanza na metade dela, o destaques positivos da música ficam por conta do baterista Thomas e um curto solo de guitarra (provavelmente feito por Koba), porém bom, sem contar com uma ótima introdução. Pode ser considerada a melhor do disco. A Vida é uma Só é a próxima e Pe Lu, novamente, com sua voz irritante, canta sua introdução. Nada muito a declarar, a não ser que ela é a segunda pior música do disco.

A sexta faixa, Não Sei Quem Sou, começa bem rápida, e com Pe Lu cantando em seu começo, e pelo que eu percebi, Koba também canta, sendo fraco também, porém menos irritante que Pe Lu. A música tem uns riffs legais, mas é bem esquecível, tirando a parte que começa em 2:09 e 2:26. Temos agora um “reggae”, e nome desse “reggae” é Matemática. Tanto o nome dessa música como a sua música em si não tem nada que me lembre de reggae. Meus Segredos é a faixa posterior, é mistura a guitarra e o violão. É uma faixa legal e até põe um sorriso no rosto, depois de tanta coisa ruim nesse CD. Não é ruim, mas não é boa. A nona e penúltima faixa é Nunca Vai Ter Fim, que segundo Pe Lu, é uma “declaração de amor em forma de Country Rock pesado”. Preciso urgentemente rever meu conceito de “Country Rock pesado”. Meus Segredos soa até mais Country do que Nunca Vai Ter Fim, apesar de ambas terem influências Country. Para não dizer que não falei nada de bom dessa faixa, salvo o slap de baixo de Pe Lanza, que acredito ter sido acidental. O disco é encerrado com uma acústica, O Que Eu Quis, que sinceramente, é uma bela de uma porcaria. Letra nada pensante e madura, como afirma Pe Lu, e fraquíssimas linhas vocais de Pe Lu e Koba, encerrando de maneira péssima esse disco, sendo a pior música do CD.

Em seu novo disco, a Restart decepciona em inovar. Fazem músicas que qualquer banda Pop faria e suas letras, pobres e sem conteúdo, só ajudam a piorar a imagem da banda, que já é bem ruim. A banda precisa mandar Pe Lu ficar só nos backing vocals e deixar o Pe Lanza como vocalista principal, porque pelo menos o Pe Lanza não força uma voz ridícula como Pe Lu. O mesmo vale para Koba, tirando a parte sobre a voz forçada. Mas, apesar de tudo, Thomas é o cara mais talentoso do grupo, e merece elogios pela suas linhas de bateria, que apesar de não serem espetaculares, são boas o suficiente. E contrariando a banda, não houve amadurecimento, a única coisa que vemos aqui é uma banda que faz um trabalho extremamente Pop, com excessos de baladas, com intuito de fazer sucesso e ganhar dinheiro. Geração Z é superior ao 1° CD da banda? Sim, mas ainda tem muito que melhorar, a começar pelas letras e pelo vocalista, que deve ser o Pe Lanza.

11 pensamentos sobre “Restart – Geração Z (2011)

  1. Que horror o q você faz,sério mesmo que você fez um post inteiro pra falar mal de uma banda que você não conseguiria fazer menos da metade do sucesso deles?Eu não sou fã do restart mas não é por isso que vou falar m*erda da banda!

    • Não falei merda da banda apenas por falar. A ideia desse blog é ter essas análises de CDs, sejam eles bons ou ruins, para que você, ou qualquer outra pessoa, queira ouvir algo novo (ou evitar coisa ruim). Basicamente, faço um sacrifício para que você e outras pessoas saibam se o CD vale a pena ou não. E sim, minha opinião não é absoluta. Você pode ouvir e gostar como pode não gostar. Apesar de eu ter exagerado em alguns pontos, eu falei aonde a banda poderia melhor, ou seja, elas foram construtivas (apesar de serem “um pouco forte demais”).

      PS: ÓBVIO que não farei o sucesso deles, ainda mais escrevendo em um pequeno blog. Só faço isso como hobby quando tenho tempo vago. Simples!

    • Sem querer me meter, ele está fazendo uma resenha, se ele achou o álbum ruim tem todo o direito de criticar sim, opinião dele.E daí que essa banda faz sucesso? São tantas bandas excelentes por aí que não fazem sucesso, e tem muito mais pra falar do que eles. Não se trata de sucesso, e sim fazer musica boa, conceitual, algo que as pessoas possam absorver e refletir. Se é pra fazer sucesso com as musicas que eles fazem, sinceramente, faço isso brincando, aliás, qualquer um faz.

  2. Críticas construtivas é diferente de “falar merda da banda”, o Senna fez uma análise do CD, ou seja, ele o avaliou do seu jeito, e deu sua opinião… E acho que você Joyce não ouviu o CD, porque o que o Senna fala não deixa de ser tudo verdade, talvez mesmo com algumas declarações mais fortes, mas o CD não deixa de ser muito muito fraco. Mas se você é uma dessas pessoas que sempre acham que quando uma pessoa dá sua opinião sobre algo ja vem falar “creedo, vai cuidar da sua vida!” sem ao menos entender que é a opinião da pessoa e que ele não quer derrubar alguem emocionalmente ou a fazer mal, então você vai continuar achando que ele entrou nesse “modismo” de xingar Restart e essas outras bandas coloridas mesmo. Apenas refaz sua análise, e tente entender os outros, porque assim quem fala merda é você.

  3. Eu acho o seguinte..se os caras fazem sucesso é por algum motivo ne … Só qe agradar todo mundo é impossivel

  4. Sim, isso é óbvio. O motivo do sucesso é visível. São músicas bem chicletes e fácil assimilação, feitos para um público pouco crítico (ou até nulo, pois o que eu vejo de adolescente ser contra críticas é ridículo).

    E não tem como agradar todo mundo, infelizmente. O Restart tá aí pra aprovar com “Nosso Rock”, que muitos roqueiros (que aliás, é uma classificação bem tosca) falaram que não era rock (apesar de ser a melhor faixa do CD). Mas fazer boa música, com letras que realmente sejam boas, isso se eles ao menos tentassem fazer, seria muito melhor do que fazer música apenas pelo dinheiro (é óbvio que músico vive de dinheiro, mas digo em sentido de fazer música com sentimentos verdadeiros, o que o Restart não tem). E de acordo com eles, são formados em conservatórios, então não deveria ser difícil (tentar) fazer música boa, e ainda mais com as tais influências musicais.

  5. Tudo o que faz sucesso é motivo de crítica. Talvez as críticas não rolassem tanto se a banda fosse boa. Acontece que hoje em dia só faz sucesso o que não presta, então só nos resta criticar. Eu acho que da parte do Imagens & Words, a crítica foi muito útil. Pois eles ouviram o álbum antes de comentar e porque eles tiraram suas criticas de uma base construtiva. Meus parabéns ao blog, que vocês continuem assim, analizando, criticando e nos mostrando que a música foi feita pra ser sentida, e não apenas ouvida! Beijo.

    • Muito obrigado pelo comentário, que na qual eu posso considerar o melhor comentário na história deste pequeno blog. Um comentário sensato, de alguém que entendeu a proposta do blog. Muito obrigado mesmo! E espero ver você mais vezes aqui, comentando neste pequeno espaço que nós temos!

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