Images & Words

O local onde a música é o que importa!

Clarice Falcão – Monomania (2013)

Clarice-Falcão-Monomania

Origem: Brasil
Gravadora: Independente
Gêneros: Indie Folk, Indie Pop

Se você acompanha o canal Porta dos fundos, você já deve conhecer a cantora pernambucana Clarice Falcão, de 23 anos, cantora e compositora de músicas “malucas, porém fofas pela inocência imposta na interpretação”. Monomania é seu disco de estréia e de cara já pegamos um disco com uma arte feia, preguiçosa e sem inspiração. Não costumo criticar arte de disco, mas Monomania é um dos trabalhos mais feios que já vi como produto musical. Apesar do meu desgosto pela arte do álbum, o objetivo de uma análise crítica sobre um disco não é sobre sua arte, e sim sobre seu conteúdo: as músicas e as letras (caso o disco tenha letras, como é o caso deste disco). O que se pode falar, resumidamente, sobre a estréia de Clarice? Ruim e fraca.

Na parte instrumental das 14 faixas de Monomania (sendo a última uma versão em Inglês de “Fred Astaire”) não tem nada de ruim, mas também nada de bom. Não tem destaque positivo ou negativo nesta parte, pois é tudo certinho. Tudo. O destaque fica na voz de Clarice, que é aqui onde você vai gostar do trabalho dela ou não. Ela não canta mal, e até que possui uma voz bonita. O problema é o que ela canta, a personalidade que ela incorpora e a interpretação que ela usa ao decorrer do álbum que dura por volta de 34 minutos. Ela tenta soar doida, mas de uma forma boba, inocente, fofa. Clarice tenta soar tão fofa que soa repugnante.

Porém, o maior defeito deste disco são as letras. As letras são pavorosas. Clarice, às vezes, consegue escrever versos interessantes (são poucos) e dou crédito a ela por usar boas rimas e métricas em seus versos, entretanto, outros versos fazem sentido nenhum. Veja este verso da faixa “De Todos os Loucos do Mundo” e perceba a falta de sentido.

“Você esconde a mão, diz que é Napoleão”

O que isso quer dizer com isso? Você está chamando o cara que você gosta É gay? Está dizendo que o cara louco que você diz entre todos os outros loucos mundo foi este que você quis é gay? Ou essa pessoa é uma mulher? E pra piorar ainda mais a  situação do humano que a Clarice diz gostar e a minha confusão, Clarice complementa com o verso:

“Boa parte de mim, acredita que sim”

Depois dessa, é difícil não achar, pois a própria mulher acredita que você é gay. Então Clarice gosta de um homem gay? Fica a dúvida.

Mas a pior letra fica por conta de “A Gente Voltou”. É uma inocência tão burra e nojenta que ela põe na letra desta faixa que simplesmente não consigo levar a sério como compositora, ou levar na brincadeira como compositora. É estúpida a letra desta canção, parecendo que foi composta por uma menina com 13 anos tentando parecer poética. Até o humor que ela passa nas suas músicas parece ter sido feito por uma menina com 13 anos que pensa que é mais engraçada e inteligente que Zorra Total e A Praça é Nossa.

De todos os artistas da atualidade, gostar de Clarice Falcão não é um crime, se compararmos com outras porcarias nacionais que estão na mídia – como o ridículo Naldo -, porém, em Monomania, Clarice Falcão não demonstra conteúdo relevante em suas canções amorosas. Suas músicas não são bonitas ou inteligentes. Não são nem sinceras. É apenas uma tentativa de que consiga um público que goste de suas músicas fofas com uma poesia ginasial, e o alvo desse público vai deste o ouvinte de música pop ou aos fãs mais chatos de Los Hermanos. Se o som Indie Pop com pegada Folk – influenciado por grupos como She & Him – faz sua cabeça, vá firme, pois em Monomania vai ter muito para você ouvir. Entretanto, se você quer algo com um pouco mais de profundidade e até mesmo um tom maior de seriedade e sinceridade do que Clarice Falcão oferece, não é o trabalho recomendado para ouvir.

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Adema – Topple the Giants (2013)

Adema - Topple the Giants
Origem:
Estados Unidos
Gêneros: Metal Alternativo, Nu Metal
Gravadora: Pavement Entertainment

Desde “Kill the Headlights”, o Adema estava inativo pela ausência de um vocalista. Seis anos depois, a banda surge com “Topple the Giants”, que marca a estréia do guitarrista Tim Fluckey nos vocais da banda. Eu fiquei bastante entusiasmado, já que eu sempre considerei a banda muito boa, apesar de preferir os vocais de Mark Chavez aos de Luke Carraccioli (este que esteve presente no álbum “Planets”, que diga-se de passagem, é muito bom) e de Bobby Reeves. Vamos ao principal, o conteúdo.

O EP é formado por sete faixas, sendo três inéditas e quatro regravações de sucessos anteriores da banda. Na primeira faixa já percebemos o que me deixou muito chateado, não, Fluckey não é um mau cantor, porém, ele não tem aquele “feeling” quando canta, tal como tinham Mark Chavez e Luke Carraccioli (apesar de preferir o vocal de Chavez, devo admitir que Carraccioli tem um feeling absurdo ao cantar). Parece que Fluckey não se entusiasma ao cantar, mesmo com um instrumental ótimo, o vocal peca bastante.

Como se já não fosse ruim o bastante não transmitir entusiasmo ao cantar as músicas inéditas, Fluckey conseguiu deixar sem graça algumas grandes músicas da banda, tais como “Planets” e “Immortal”. Não estou dizendo que o guitarrista não é um bom cantor, não. Fluckey se esforçou e está apto para cantar, só não tem o entusiasmo que os ex-vocalistas tinham. Enfim, posso dizer que, por enquanto, será melhor que o vocal seja aperfeiçoado antes de lançar outro trabalho com o Adema. Infelizmente não era o retorno que eu esperava, mas, paciência.

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Ghost – Infestissumam (2013)

Ghost - Infestissumam (2013)
Origem:
Suécia
Gêneros: Heavy Metal, Doom Metal
Gravadoras: Loma Vista, Sonet Records

Três anos após o aclamado “Opus Eponymous”, o Ghost volta com “Infestissumam”. Muitos tem falado bastante do novo álbum dos suecos, e ele vem recebendo críticas mistas quanto à seu conteúdo. Damos de cara com “Infestissumam”, uma intro que inicia com um coral fazendo uma espécie de “reza satânica” (que é o tema que o Ghost aborda em suas músicas), e em seguida temos “Per Aspera ad Inferi” que mostra que a banda continua com a mesma sonoridade do primeiro álbum, conseguindo nos mostrar um lado sutil do Heavy Metal, sem peso e muito agradável de se ouvir.

Logo após, temos uma das melhores faixas do álbum: “Secular Haze”. Seu início que lembra músicas de “circo”, porém com um aspecto sombrio e logo as guitarras não poderiam soar melhor, a música fala sobre uma espécie de “névoa assassina”. Ela tem um refrão melódico que gruda em sua cabeça, é realmente uma ótima música. Se existe alguma influência Pop neste álbum, aqui está ela. “Jigolo Har Megiddo” é uma música um tanto quanto “animada”, talvez só seja possível acreditar que ela é do Ghost pela voz e até mesmo por algumas partes instrumentais. Não é uma música ruim, só é diferente do que o Ghost havia tocado em “Opus Eponymous”, aqui está o que muitos acharam o ponto fraco do álbum, porém, não vi nada demais, e em minha opinião, é até um ponto forte. Ela fala sobre um homem que “prega” a palavra de satã, como se fosse algo bom.

A seguir, temos “Ghuleh/Zombie Queen”, a maior faixa do álbum. Ela tem 07:29 e possui dois ritmos diferentes. Iniciando como uma balada, bem calma, muito boa. O vocal de Papa Emeritus II é bem suave e calmo. Então, temos mais um pouco de influência da Surf Music quando começa. A música fica mais agitada, e contamos até com o coral da primeira faixa. Ela é muito boa e mais rápida do que todas as faixas que o Ghost já havia lançado. Obviamente, a música fala sobre Ghuleh, a Rainha Zumbi. Essa faixa em especial mostra que a influência da Surf Music não foi uma coisa ruim, mas sim um tiro no lugar certo. Ahá, agora sim falamos minha língua. Nos deparamos aqui com “Year Zero”, onde toda a obscuridade volta e o satanismo também. Começando com um coral falando palavras em latim, e logo partindo para a guitarra. Todo o instrumental desta música é incrível, e ela é mais uma daquelas músicas chicletes, o vocal de Papa aqui é perfeito. A música é uma espécie de “Boas-Vindas” á satã à um novo ano. Esta é com certeza uma das, se não a melhor faixa do álbum.

Voltamos ao aspecto mais “animado” com “Body and Blood”, ela lembra bastante “Jigolo Har Megiddo”, mas desta vez com uma letra falando sobre um ritual satânico onde os satanistas comem carne humana. “Idolatrine” é a próxima, continuando com as influências pop, é uma faixa incrívelmente boa, falando sobre induzir as crianças ao satanismo, se prestar atenção á letra, é possível perceber que ela foi escrita como se o próprio satanás estivesse dando essa ordem. “Depth of Satan’s Eyes”, apesar de continuar falando de satanismo, achei esta música com a influência pop mais forte entre todas elas. Mesmo assim, é muito boa e conta até com um solo, a voz de Emeritus é incrível no refrão e dependendo da pessoa, ele fica em sua cabeça, pelo menos foi assim comigo. A letra desta vez fala sobre o “olhar cativante” de satã.

Partimos para a faixa final: “Monstrance Clock”. Ela tem um inicio onde apenas a voz de Emeritus, o som do teclado e da bateria podem ser escutados, começando com o resto dos instrumentos depois. Esta é a terceira melhor faixa de “Infestissumam”, e dei à ela o prêmio de melhor refrão do disco. Seu teclado lembrando o som de um orgão de igreja, a letra falando sobre uma sessão de uma seita satânica e o coral gótico (que fora usado em faixas anteriores) acompanhado pelo teclado apenas contribuiu para fechar o disco de modo muito agradável. Temos ainda duas faixas bônus: “La Mantra Mori” e “I’m a Marionette”, cover do grupo Abba. Ambas também muito boas.

“Infestissumam” surpreendeu minhas expectativas, e ao contrário do que muitos vem dizendo, achei um álbum incrível, talvez até superior do que o primeiro disco da banda. O que causou o disco a ter reviews negativas, foi o fato da influência pop que o disco traz, o que eu achei um fator muito interessante. Acho que o Ghost é sim uma banda de Heavy Metal, e não uma de Pop Rock como alguns tem dito. Se você não conhece o Ghost, escute, por qual álbum começar? Tanto faz, “Opus Eponymous” e “Infestissumam” são dois álbuns incríveis, e que valem a pena fazer parte da biblioteca não só dos fãs da banda, mas também dos fãs de Heavy Metal. Caso se interessar em uma análise sobre “Opus Eponympous”, clique aqui para conferir.

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Steven Wilson – The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) (2013)

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Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Progressivo, Jazz Fusion
Gravadora: Kscope

Se você acompanha este blog a certo tempo, provavelmente já ouviu falar de Steven Wilson. Steven Wilson é cérebro por trás do grupo Porcupine Tree e fez interessantes parcerias, como Blackfield com o israelita Aviv Geffen e o mais recente como Storm Corrosion com Mikael Åkerfeldt, o líder do grupo sueco de Death Metal, Opeth, além de outros trabalhos seja na música ambiente como Bass Communion, No-Man,  Incredible Expanding Mindfuck, como produtor de discos como o clássico moderno do Opeth, Blackwater Park, e também por remixar os catálogos de bandas do Rock Progressivo, como Jethro Tull e King Crimson. Wilson é tipo de homem que não para no serviço, podendo ser classificado da mesma forma que podemos classificar o baterista Mike Portnoy, ex-Dream Theater e atual Adrenaline Mob e Flying Colors: como workaholic, um trabalhador compulsivo.

Além de já ter trabalhado em discos bastante aclamados como produtor, Wilson já lançou grandes discos, seja pelo Porcupine Tree ou seja em carreira solo, onde em 2011 lançou um dos melhores discos daquele ano (senão o melhor), Grace for Drowning, onde Wilson misturava diversos elementos do Rock Progressivo e da música experimental, que continua expandindo as ideias que seu o disco de estréia de 2008, Insurgentes, entretanto deixando de forma coerente e algumas vezes lindíssimas, como na faixa “Deform To Form A Star”. Wilson lança seu terceiro disco solo, The Raven That Refused To Sing (And Other Stories), um disco temático onde cada uma das 6 canções deste álbum conta uma história sobre o sobrenatural (e sim, as letras são interessantes e/ou bonitas). Para auxiliar na produção e para cuidar da engenharia de som foi chamado Alan Parsons, o mesmo engenheiro de som de The Dark Side of the Moon do Pink Floyd, ou seja, qualidade não é vai faltar nesta questão.

Mas não basta ter um excelente engenheiro de som e um “gênio” da música, é necessário uma excelente banda de apoio, e Steven Wilson tem. Na bateria temos Marco Minnemann, um estupendo baterista que quase entrou para o Dream Theater (que provavelmente não entrou porque não combinava visualmente com a banda). No baixo temos Nick Beggs, onde já capaz de ser do quão bom é este senhor ouvindo as faixas “Luminol” (que abre de forma sensacional o disco) e “The Pin Drop”. O guitarrista Guthrie Govan despeja belíssimos solos durante o disco, assim como o saxofonista, flautista e claretinista Theo Travis. E os teclados Adam Holzman são completos de bom gosto e nível técnico elevado. Com este time, Wilson não terá problemas, pois como ele é um “gênio” da música, ele fará um trabalho espetacular, certo? Não. Tem problemas, mas isso não diminui a qualidade do time de Wilson, pois os problemas não estão na banda de apoio, mas no próprio Wilson.

Quando Steven Wilson canta, raramente ele muda seu tom melancólico e apático. Você pode ouvir ele cantar em algumas canções de forma muito melancólica e/ou muito apática, porém dificilmente saíra disso. Seu vocal, apesar do autor deste texto gostar, não transmite emoções necessárias nas músicas, limitando o que o ouvinte pode sentir ao ouvir. Por exemplo: se Wilson tivesse outro vocalista em seu lugar, quem sabe este outro vocalista não canta-se/interpreta-se melhor que ele? Wilson pode atingir as notas certas, mas não consegue passar emoções além de melancólico e apático, o que pode irritar se você procurar variedade nos vocais e que transmitam uma maior diversidade de emoções. Isto quer dizer que Wilson é um mal cantor? Não. Apenas que Wilson poderia arrumar outro vocalista em seu lugar.

O seu canto, que é limitado (seja na demonstração de emoções ou no alcance de notas altas), afeta na qualidade das canções? Isto depende. Wilson em “Drive Home” inicia cantando de uma forma tão pavorosa que talvez seja seu pior momento como cantor, mas na faixa de encerramento, “The Raven That Refused To Sing”, Wilson canta de ótima forma, encaixando no que a música pede. E tem poucas diferenças da forma que ele canta em “Drive Home” e “The Raven That Refused To Sing”. Pela maior parte do tempo, os mesmos vocais melancólicos e apáticos se dão bem na proposta sonora, pois foram feitos para a voz de Wilson, mas não quer dizer que são sempre bem executados. Uma maior variedade nessa área faria o álbum mais forte.

O forte deste disco esta na química da banda de apoio e na execução instrumental. Nas 3 faixas mais longas do disco, percebemos o talento destes músicos e quão dispostos eles estão para ultrapassar seus limites, seja na complexidade com cara de Jazz Fusion de “Luminol” e de “The Holy Drinker”, ou na triste, porém bela canção, “The Watchmaker”, onde tem um um final explosivo incrível. As três mais curtas mostram o lado mais acessível da banda, com exceção de “The Pin Drop”, que mantém de certa forma esta acessibilidade por ser a canção mais curta do álbum (5 minutos). “Drive Home” e “The Raven That Refused To Sing” são lindas baladas. “Drive Home” possui um delicioso solo de guitarra, sendo a faixa mais leve em questão de atmosfera, enquanto a faixa de encerramento é a melhor canção que Steven Wilson já compôs, por simplesmente ser a faixa mais emocional que ela já criou. É a faixa onde maior será a chance de cair lágrimas de seus olhos, contendo um clima muito depressivo, porém magnífico, terminando da forma que você imagina Steven Wilson: melancólica e apática (apesar de não ser assim em suas entrevistas).

Mas temos outro problema neste disco. Ele é pequeno, mas é bom falar sobre ele. Se compararmos com seus discos solos anteriores, percebemos que Wilson não está experimentando da mesma forma de antes, e agora parece que está fazendo tributos a suas bandas favoritas de Rock Progressivo – em especial King Crimson -, chegando a usar o mesmo mellotron utilizado em In The Court Of The Crimson King, de 1969. Wilson usou um teclado com 44 anos de existência em seu novo disco. Se ele continua bom? Continua. E por mais que o disco soe em alguns momentos como tributos aos clássicos progressivos, não diminui a qualidade das canções ou tira a personalidade que Wilson impõe em suas músicas.

The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) é, até o momento, o melhor lançamento de 2013. Combinando seus elementos do Rock Progressivo com fortes influências de Jazz Fusion e muitas improvisações, Steven Wilson pode ter orgulho em dizer que não é somente um disco tributo aos seus artistas favoritos, mas um álbum que se fosse lançado na época que Rock Progressivo era popular, seria tão aclamado quanto Aqualung do Jethro Tull, ou Tarkus de Emerson, Lake & Palmer, ou Foxtrot do Genesis, ou Fragile do Yes. Este não é melhor disco de Steven Wilson, porém é o mais acessível e de fácil assimilação em seu catálogo solo. Este músico/produtor/compositor britânico é altamente recomendável.

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Como ouvir um álbum

porcupine Tree recordings

O título é pretensioso (isto é inegável), entretanto é percebível que muitas pessoas não sabem como ouvir um álbum, principalmente o público mais novo – mas isto não se mantém apenas para a juventude. Pergunte a adolescentes, jovens adultos e outras faixas etárias como escutam um álbum. A maioria das respostas serão:

“Eu não ouço álbuns. Eu ouço músicas individuais.”

Essas pessoas que dizem isso provavelmente não cresceram ouvindo discos completos, ou pelo menos ouviam em CDs piratas feitos pelos amigos, vizinhos, parentes ou comprados de alguém que nunca tenham visto em sua vida, fazendo com que não apreciam um álbum por completo, pelo seu encarte e sua arte. É compreensível. Eu cresci com CDs piratas (antes da popularização do MP3), pois meu querido pai me influenciou a pirataria, por ser mais barato e acessível, já que tudo que ele gostava poderia ser comprado de forma mais simples do que em lojas e seus preços abusivos.

Algumas destas pessoas podem até ter discos originais guardados em suas humildes residências. Como adquiriram? Ou receberam de presente ou compraram. Quem comprou os discos comprou de seus artistas favoritos, o que não há nada de errado com este fato. O problema é ouvir apenas os discos completos dos teus músicos aclamados, que você idolatra e ama. E antes que o autor deste texto seja mal interpretado, não digo para sair comprando CDs originais (faça isso somente se desejar colecionar). Se estiver interessado em como aprender a ouvir um álbum, é necessário saber porque é melhor ouvir um álbum do que ouvir músicas individuais.

É melhor porque você entende o contexto sonoro que a banda/artista quis passar naquela(s) música(s) que você tanto gosta. Permite você se aprofundar naquilo que a banda/artista recebeu influências e perceber se ele é criativo, experimental, bom, ou se ele é na verdade repetitivo, cansativo, irritante e sem talento algum e você esteve superestimando ele por tanto tempo, fazendo você parecer um idiota. Porém também vale para grupos que você nunca foi fã. Já parou para escutar direito aquelas músicas que seu amigo tanto te recomenda, só que você não gostou delas na primeira vez que ouviu? Já pensou em ouvi-las novamente? Já pensou em ouvir com mais calma, paciência e tentar compreender aquilo que está entrando em teus ouvidos? Pois deveria.

Já teve alguma música que você escutou na primeira vez e disse: “Essa música é excelente!” Mas quando tu mais escutava a música, mais tu achava a música ruim? E já aconteceu o oposto com você, onde aquela música que você considerava ruim, simplesmente tornou-se magnífica com o passar de audições extras? Ou até mesmo uma música que você considerava ótima ficou ainda melhor quando mais tu ouvia ela? E o oposto, onde aquela música ruim ficava cada vez pior? É assim como funciona quando escutamos música. Quando mais ouvimos, quando mais prestamos atenção a música, mais nós nos aprofundamos e percebemos detalhes que antes passavam totalmente despercebidos.

É desta forma que devemos ouvir um álbum: repetir ele de novo e de novo. Ouvir quantas vezes for necessário para digerir o que é transmitido. Entretanto, não basta ouvir ele inúmeras vezes, esperando que ele magicamente será transferido em sua mente. É preciso atenção, como se estivesse lendo um livro. Se estivermos fazendo inúmeras atividades simultâneas, o que você está ouvindo passará despercebido. E, principalmente, ouça música sem ideias pré-estabelecidas. Quanto mais limpa sua mente estiver perante um disco, melhor será a experiência ao ouvi-lo. Se aquela música tiver 10 minutos, sendo totalmente incomum para seu gosto, ouça-a de mente aberta. Talvez essa música possa ser a sua música favorita.

king-crimson-476-lAgora pegue aquele disco em MP3 que você tem guardado em seu computador que seu amigo tanto pediu para você ouvir, porém não gostou e ouça-o quantas vezes for necessária, pois quando você digerir, você poderá opinar sobre ele, sendo capaz defender ou criticar o disco. Se não tem amigo para recomendar a ouvir discos, então lhe darei duas recomendações influentes e incríveis. Se você gosta de Rock, mas quer algo mais além do que você ouve nas bandas consideradas como clássicas, como AC/DC, Nirvana e Guns N’ Roses, ouça o disco de estréia do grupo britânico King Crimson, In The Court Of The Crimson King, lançado em 1969. Combina elementos de Jazz, Folk, Música Clássica com uma execução impecável em um dos álbuns mais importantes dDepeche_Mode_-_Violatoro Rock Progressivo. Se quiser ir além do Rock e partir para algo diferenciado, como música eletrônica, mas que fuja daquela música repetitiva e comum que você encontra em baladas, ouça o aclamado disco do Depeche Mode, Violator, de 1990. Músicas com ótimas batidas em uma sonoridade “dark” fazem deste álbum inesquecível e marcante. Se ouvir os dois, melhor ainda. Porém lembre-se: quanto mais você ouvir, melhor será sua opinião sobre determinado álbum e mais profundo será seu entendido da obra.

Lay It On The Line – Crowhurst (2013)

Lay It On The Line - Crowhurst (2013)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Pós-Hardcore, Powerviolence
Gravadora: Fire Engine Records

Não é a primeira vez que esta ótima banda do sul de Londres aparece aqui no Images & Words (e não será a primeira vez que eu a recomendo). Formada em Janeiro do ano passado, Lay It On The Line acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio (um “mini-álbum” se assim podemos dizer) mantendo aquele peso em suas canções hardcore com influências que vão do Grindcore, Thrash Metal e até Black Metal (principalmente nos brilhantes vocais de Mike Scott), mas retém uma personalidade própria na qual me traiu tanto para este tipo de som que, honestamente, nunca fez minha cabeça. A banda apresenta, além de uma incrível energia e agressividade, trabalhos conceituais baseados em histórias reais. Na demo Midnight In The Bellagio, que foi lançada no primeiro mês de existência do grupo, era conceitual, assim como o EP lançado poucos meses depois também era conceitual, e assim como Crowhurst não é diferente.

O conceito abordado neste disco é sobre a morte do empresário Donald Crowhurst que ocorreu em 1969. Crowhurst foi um homem que fez uma viagem solo em uma corrida de iate para dar a volta ao mundo e seu objetivo em vencer esta corrida era fugir de uma futura falência em seu negócios, que iam cada vez mais fracassando. Nesta viagem, Crowhurst foi a insanidade, o que acabou levando ao seu suicídio, ficando 243 dias no mar preso em seu iate, onde mentiu diversas vezes sobre suas coordenadas para parecer que estava vencendo a Sunday Times Golden Globe Race. Não bastando uma instrumentação diferenciada de outras bandas de hardcore e um excelente vocalista, mas Lay It On The Line prova estar muito afrente de outras bandas do gênero por fugir do conteúdo lírico óbvio que muitas delas apresentam e por também escrever boas letras. Esta banda londrina mostra que tem profundidade, criatividade e até mesmo curiosidade na hora de escrever novo material.

Mas o grupo não é somente bons em suas letras. Canções como “Triumph”, “Lying Now” e a faixa de abertura, “1968″, apresentam ótimos e empolgantes riffs. O grupo apresenta momentos grudentos e cativantes, como o refrão de “October 31st”. Se você gosta de um curto e rápido hardcore, você provavelmente vai se deleitar com a veloz “Nobody Likes A Quitter”. A faixa que encerra o disco, “243″, inicia com um bonito violão acústico (que dura pouco), que desembosca na melhor canção deste álbum. E claro, os vocais são a melhor parte de Lay It On The Line, como já comentei na resenha do EP A Lesson In Personal Finance. Naquela análise, eu disse que os vocais de Mike Scott eram “uma versão mais grave dos vocais neandertais de John Dyer Baizley do Baroness”. Foi um ledo engano. Os vocais estão mais para uma versão moderna de Varg Vikernes, conhecido por seus crimes e pelo seu trabalho como Burzum. Você percebe esta semelhança principalmente nas faixas “Lying Now” e “Tetley”.

Nem tudo é perfeito neste mini-álbum. Alguns riffs não são tão bom quanto outros, assim como nem todos os finais das nove faixas apresentadas aqui mantém a qualidade. Entretanto, isto não diminui o nível de qualidade que é enviada para nossos ouvidos. Lay It On The Line é mais pesado e consistente que muito grupo de metal moderno, além de ser interessante e até desafiadora para quem não sabe o que esperar deste ótimo grupo londrino. Crowhurst é uma excelente estréia que deverá ser apenas um pequeno passo para o grupo, mas quem sabe no futuro, ajudará a banda chegar mais longe. São 19 minutos de boa música que você deve conferir. Se decidir conferir, clique aqui. Aproveite e confira outros lançamentos da banda.

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Portal – Vexovoid (2013)

Portal - Vexovoid

Origem: Austrália
Gêneros: Metal Experimental, Death Metal, Black Metal
Gravadora: Profound Lore

Não basta ter um som pesado e extremista, no qual você não consegue compreender os grunhidos que o vocalista desfere pela boca, mas fazer uma sonoridade muito barulhenta, repleto de camadas e texturas cheias de distorções – que soariam muito melhor em uma banda de Noise Rock – acompanhadas de poderosos blast beats e de ritmos inortodoxos. Esse é um pequeno resumo desta besta australiana chamada de Portal. Formada em 1994, o grupo só conseguiu lançar seu primeiro álbum de estúdio em 2003 (chamado Seepia). E não é para menos: o que a banda tenta fazer em sua música é totalmente contrária ao que uma gravadora deseja. Se compararmos com outras bandas de Metal, Portal não é rápido, nem tão pesado, mas sua principalmente marca é o barulho infernal que apresenta nas setes faixas deste curto disco (não chega nem a marca dos 35 minutos).

Vexovoid inicia com “Kilter”, que de começo já mostra o que Portal busca: um metal extremo e experimental. Você pode até se assustar assim que a faixa começar com a porrada que jogam na sua cara. Os vocais ininteligíveis do vocalista “The Curator” (o grupo usa nomes artísticos para seus integrantes) são típicos aos vocais de Black e Death Metal. Se você já está familiarizado com os gêneros, não irá se espantar quando ouvir eles e perceber que são a parte mais fraca e sem importância do disco. Portal poucas vezes dá um devido destaque aos vocais, e as camadas sonoras, experimentais e barulhentas que a banda tanto usa ofuscam ainda mais o vocalista. O sentimento é que “The Curator” está ali para que a experiência do ouvinte seja mais fácil de assimilar o material.

Faixas como a iniciante “Kilter” e “Orbmorphia” são as mais recomendadas caso queria conhecer o som do grupo, baseando-se apenas neste disco, por representarem a melhor mistura entre barulho, peso e “fácil assimilação” (apesar de não serem fáceis de assimilar). Mas se quiser entender o experimentalismo que o grupo tem, ouça “Awryeon” e a faixa que encerra o quarto trabalho de estúdio dos australianos, “Oblotten”, na qual não tem vocais e fica por mais de 2 minutos com distorções de guitarra, com ocasionais aparições de baixo e bateria até somente restar o baixo. Portal está muito mais focado em experimentar para si mesmos do que fazer músicas que agitem um show e criar uma estrutura tradicional de álbum, e a faixa “Oblotten” é a prova do que escrevo.

Você que gosta de Meshuggah pode se interessar pelo som que Portal realiza aqui, mas não pense que soa parecido ou algo do tipo. A banda australiana realiza um som próprio e inconfundível, que foge das estruturas comuns da música moderna, dos refrões, de épicos solos de guitarra e dos vocais limpos que cada vez mais estão se destacando no mundo do metal moderno. Se você estiver interessado em um disco de metal incomum e diferenciado, Vexovoid não é uma má escolha, mas tenha em mente que não será fácil de digerir o som do grupo e que será necessário audições extras. Se você não gosta de metal ou não é fã de música experimental, fique longe disso, para o bem de sua saúde auditiva.

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Torres – Torres (2013)

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Origem: Estados Unidos
Genêros: Indie Rock, Dream Pop, Folk Rock
Gravadora:
 Independente

Cá estamos, após um belo ano para a música, tudo começa novamente. O ciclo tem seu recomeço, nada para e 2013 promete. Estou um tanto atrasado pois estava enrolado com a lista de melhores discos de 2012 que acabei perdendo duas vezes graças a problemas com meu computador, e logo após isso, alguns problemas pessoais tiraram quase todo o tempo que eu tinha pra escrever. Sem mais delongas, vamos direto ao que interessa: Minha opinião sobre este belo trabalho, primeiro registro que ouvi neste 2013

Torres é uma garota de 22 anos vinda de Nashville, Tennessee. Na verdade, ela se chama Mackenzie Scott e seu projeto começou a ganhar asas recentemente. Não há muito a se dizer por trás desse debut auto-intitulado, senão que, como de praxe, um primeiro disco tem a vantagem de não carregar expectativas, podendo cativar fãs com maior facilidade. Em contrapartida, é quase sempre o primeiro disco que caracteriza sua fanbase ou o caminho que sua carreira vai seguir. Mackenzie não parece estar se importando muito com tudo isso, quer dizer, não a ponto de deixar que todo esse bolo de fatos e detalhes descaracterize a sua arte. Ao menos visivelmente, não.

O que chama a atenção nesse disco é a voz de Scott. Suas linhas vocais são marcantes por si só, sem necessariamente possuir um diferencial. Ela não soa diferente e nem pode ser considerada uma ótima cantora, mas sua voz – meio fraca, meio trêmula (?) – é um dos principais charmes deste trabalho. Do outro lado, fazendo isso funcionar corretamente, temos as letras. Cobertas de metáforas e comparações, são quase retratos, talvez pelo fato de que são escritas – a maioria delas – em  primeira pessoa. É como se, ao prestar atenção, você mentalizasse uma pequena história em sua cabeça, mas sem saber exatamente o que aquilo significa, embora seja algo “concreto”. Uma aura pesada contorna tudo isso, criando um ambiente melancólico que começa a ser construído em “Mother Earth, Father God” e tem seu final em “Waterfall”

Os arranjos aqui são demasiadamente simples, isso quando as músicas não são acompanhadas somente pela guitarra. Isso não faz desse disco pior, uma vez que eles se encaixam perfeitamente no clima do mesmo. Torres construiu isso minuciosamente e o resultado agradou, mostrou o que faz um disco não ser uma simples compilação. Isso se baseia saber como encaixar cada faixa em seu lugar e saber qual é seu objetivo: Fazer tudo na mesma linha ou extrapolar os limites de gênero, padrões, formatos e etc. Embora o primeiro seja muito mais fácil que o segundo, é algo que está em falta atualmente. Isso é, se tratando de discos com  bons resultados finais, isso está em falta. Essa combinação monta uma atmosfera muito agradável, sobrepondo as letras  com as melodias suaves e lentas. Isso se nota na sequência de faixas 3-8; as mais densas e que são capazes de despertar o gosto do ouvinte pelo full-lenght. De um ponto de vista sensorial, é como se você estivesse sendo hipnotizado e se transportasse para trechos de filmes em lugares imaginários que fossem capazes de ilustrar as belas e  - de certa forma – tristes canções presentes aqui. O uso eventual de eletrônicos e do baixo, principalmente em “Chains”, música de número 6, fazem a diferença e são responsáveis pela manutenção da obra ao longo de seus cinquenta e tantos minutos.

Esse disco realmente me pegou de jeito e se tivesse sido lançado ano passado, estaria figurando entre os melhores do ano. Sua qualidade é incomparável e embora não possua um diferencial para ser considerado clássico, não possui grandes problemas. Ao menos eu, não notei nenhum ponto negativo nesse disco ao longo das 7 audições até agora. Mackenzie não saiu da zona de conforto, poderia ter arriscado mais, mesmo assim cumpre de maneira espetacular seu papel para um primeiro disco. Quem sabe um dia ainda possamos dizer: Joni Mitchell – Kate Bush – PJ Harvey – Cat Power – Feist – Torres. Veremos.

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Sully Erna – Avalon (2010)

Sully Erna - Avalon
Origem:
Estados Unidos
Gênero(s): Rock Acústico, Rock Tribal, Piano Rock, Rock Sinfônico
Gravadora: Universal Republic

Para quem não conhece Sully Erna, ele é o vocalista da banda de metal alternativo Godsmack. Em 2010, mesmo ano em que o Godsmack lançara seu quinto trabalho, “The Oracle”, Erna lançou seu primeiro CD solo, “The Avalon”, com um estilo musical diferente de tudo que o Godsmack já havia tocado. Com influências de Música Nativo-Americana e sinfonias tribais, Erna compôs 10 (11, contando com a faixa bônus) faixas, e devido ao novo estilo que Erna abordou no álbum, tirei algumas conclusões precipitadas. Depois de muito tempo querendo ouvir o disco, fiquei feliz de saber que minhas conclusões estavam erradas.

Avalon é um disco incrível, é pacífico, calmo. Não que a agressividade do heavy metal que o Godsmack nos traz desde 1998 seja ruim, porém, porradaria o tempo todo não dá. Faixas com letras inspiradoras e profundas, com uma sonoridade perfeita, sendo que a percussão de chocalhos e bongôs casam perfeitamente com a bateria e o vocal, e até mesmo os vocais dão destaque para Lisa Guyer, que canta praticamente todas as músicas ao lado de Erna. Os elementos nativo-americanos também aparecem bastante, destaque para a flauta em “My Light”, e também contamos com a presença de uma sinfonia de violino e piano incrível em “Until Then…”.

Erna deu aos fãs do Godsmack e também aos seus fãs um ótimo trabalho, de sonoridade ótima e músicas muito marcantes. Destaque para as faixas “7 Years”, “Sinner’s Prayer”, “Eyes of a Child” e as já mencionadas “My Light” e “Until Then…”. Se você não conhece o Godsmack, vale a pena conferir, e se você não conhece Sully Erna, bem, apesar de este ser seu único trabalho, escute “Avalon”, pois na opinião do autor, vale muito a pena.

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Saxon – Sacrifice (2013)

cover

Origem: Inglaterra
Gênero: Heavy Metal
Gravadora: UDR

O Saxon continua aí, na estrada. Apenas dois anos depois de “Call To Arms”, o então último disco deste grupo, a banda volta ao estúdio e sem muito alarde e frescura lança “Sacrifice”, com uma capa inspirada na cultura maia. E o que dizer sobre o lançamento? Que continua sendo o Saxon dos riffs poderosos e um bom e vigoroso vocal de Biff Byford. É o conhecido heavy metal que a banda sempre faz, com algumas eficientes músicas e outras nem tanto. Destaco as 6 primeiras faixas, que realmente são mais robustas do que o restante do disco (4 mais faixas). E é isso, o Saxon lança uma regular para boa compilação de heavy metal, uma divertida mesmice que pode se tornar uma interessante trilha-sonora para um domingo de folga. Cito algumas das canções que mais me chamaram a atenção: a faixa-título, a rápida “Warriors of the Road”, e a minha favorita, “Guardians of the Tomb”.

Não é conteúdo para álbum do ano ou top 10 de 2013, ouça por diversão se esse tipo de som te agrada, se não, recomendo ficar longe.

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