Malta – Supernova (2014)

malta
Origem:
Brasil
Gênero(s): Pop Rock, Hard Rock, Post-Grunge
Gravadora: Som Livre

A tão aclamada banda Malta, vencedora do programa Superstar da Rede Globo, lançou agora seu primeiro álbum, chamado Supernova. A banda ficou famosíssima pelas performances no programa da televisão, criando uma legião de fãs e recebendo pagação de pau de pessoas como Fábio Jr e Dinho Ouro Preto. Só para comentar, causa nojo Fábio Jr falar que o vocal, Bruno, cantou “I Don’t Want to Miss a Thing” melhor que Steven Tyler. Mas que belo jurado, não?

O álbum é composto por versões “completas” das músicas que a banda apresentou no programa e mais algumas inéditas. O que tenho a dizer sobre “Supernova”? É um álbum com um Hard Rock estilo Creed (mas não igual) e com um vocal que lembra muito a banda gaúcha Reação em Cadeia, podem crucificar quem escreve por isso, mas a culpa da sonoridade similar é da própria banda.

Munido de 13 faixas e uma duração de 40 e poucos minutos, a banda nos trás um álbum fraco, com algumas composições porcas, como por exemplo a música “Cala Tua Boca na Minha” que é um loop da mesma letra durante os 3 minutos de música e uma das mais famosinhas, “Diz pra Mim”, que é basicamente a mesma estrofe com algumas alterações e o refrão se repetindo durante toda a música. As 13 músicas são quase todas parecidas com as outras, calmas e lentas com acompanhamento de piano e Bruno fazendo um vocal melódico.

A produção do álbum é um ponto meio positivo, pois não é das piores. Mas de que adianta uma produção boa quando o material apresentado no disco não é de uma grande qualidade? E também Bruno não deve ser desmerecido, ele tem um vocal muito bom, mas o resto da banda não ajuda muito. Em resumo, “Supernova” é um álbum arrastado e maçante, com músicas chatas, cansativas e sem graça. Apesar disso, a banda deseja dar ao público músicas que mesclam o peso do Rock com o romantismo e suavidade de grupos pop, e cumpre essa proposta com o álbum. Se você for um fã da banda Malta, você com certeza vai amar “Supernova” do início ao fim. Agora, se não for, não recomendo passar perto desse álbum.

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Ariana Grande – My Everything (2014)

My EverythingOrigem: Estados Unidos
Gênero: Pop, R&B
Gravadora: Republic

Ariana Grande é uma artista que ficou reconhecida por causa de sua atuação como a personagem Cat Valentine na série da Nickelodeon “Brilhante Vitória”. Em 2014 a moça lançou seu segundo álbum de estúdio e diferente do primeiro, o aclamado “Yours Truly”, este tem várias participações, tais como Iggy Azalea e o produtor Zedd. O que me surpreendeu quando ouvi as músicas de Ariana pela primeira vez foi a qualidade de sua voz, que é bastante “poderosa”. Seu primeiro álbum foi aclamado pela crítica, e merecidamente, em minha opinião. Repleto de músicas suaves, bem produzidas e boas de se escutar.

Um ano depois, Ariana nos entrega “My Everything”, sucessor do seu primeiro e bem sucedido álbum. O álbum inicia com uma introdução bem rápida com Ariana cantando uma mini-letra, mostrando já o fator do vocal que citei. O CD arranca com “Problem”, que tem participação da rapper Iggy Azalea, a faixa tem uma levada de sax ótima e é uma música que fica na sua cabeça depois de escutar, é uma música ótima e conta com Iggy referenciando Jay Z com a frase “I’ve got 99 problems, but you won’t be one”. Em seguidas temos “One Last Time” e “Why Try” ambas músicas com um tema sentimental na letra, enquanto One Last Time é uma música mais “de balada”, Why Try é mais calma, lembrando até mesmo algumas músicas da artista Beyoncé.

Em seguida com “Break Free”, onde a produção fica por conta do DJ alemão Zedd, é a aposta de Ariana na música eletrônica, envolvendo um tema mais ou menos como o de “Problem”, foi uma aposta em cheio, é uma música enérgica e dançante, como se já não bastasse Problem, Break Free foi outra faixa do disco que emplacou bastante. Mais uma faixa de Ariana voltada ao lado do Hip Hop, “Best Mistake” tem participação do rapper Big Sean e é uma balada sentimental, uma das melhores do disco, devo dizer. “Be My Baby” é uma música animadinha e romântica e a próxima, “Break Your Heart Right Back”, que também investe no mesmo tema de “Problem”, é uma balada bem animadinha. Temos também a faixa “Love Me Harder”, que na verdade é uma faixa do cantor The Weeknd com participação de Ariana, mas que por algum motivo entrou no CD da cantora. Não é uma faixa ruim, mas é a mais fraca do disco.

“Just a Little Bit of Your Heart” é uma baladinha romântica que foi escrita pelo membro da boyband One Direction, Harry Styles. Apesar de tudo é também uma das melhores, se não a melhor faixa do disco, a voz de Ariana acompanhada da sinfonia de piano e orquestra criou uma atmosfera musical incrível, e os instrumentos são posicionados muito bem. A penúltima é a faixa “Hands on Me”, com participação do rapper A$AP Ferg. Pode parecer estranho, mas a faixa me deu um sentimento nostálgico por parecer faixas que cantoras como Britney Spears e, novamente, Beyoncé, lançavam no período de 2003 à 2006. É boa, apesar de eu ter achado a voz de Ferg meio estranha. O disco é encerrado com a faixa título, outra balada romântica com sinfonia de orquestra e piano acompanhado a voz de Ariana, outra faixa incrível.

Há edições do disco com faixas bônus, incluindo a famosa “Bang Bang”, música de Jessie J com participação de Ariana e da rapper Nicki Minaj, que realmente é uma faixa bem boa. Mas queria me centrar nas 12 faixas principais do disco. My Everything é tão bom quanto o primeiro álbum de Ariana, tem músicas boas, divertidas e algumas músicas “chiclete”. É um álbum bem produzido, e é a prova de que ainda há alguma esperança na música Pop de hoje em dia. Tenho escutado mais pop recentemente e digo que é sempre bom acostumar os ouvidos com outros estilos musicais. My Everything é sem dúvida um dos melhores álbuns pop do ano até agora, e eu recomendo dar uma “passada de ouvido” por ele. Claro que pode não agradar a todo mundo, mas porque não tentar?

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Anathema – Distant Satellites (2014)

Front

Origem: Inglaterra
Gênero: Rock Alternativo
Gravadora: Kscope

É sempre incomodante uma banda receber prestígio e respeito por fazer um som pasteurizado e sem tomar sequer pequenos riscos. Mas o que mais chama a atenção em Distant Satellites, o novo disco da banda britânica Anathema, é o fato do público alvo que mais elogiou o trabalho que a banda fez foi justamente o público do Rock Progressivo, um público que sempre demonstrou interessado na evolução das bandas dos quais gostam. Álbum após álbum, Anathema mudou de uma interessante – e de certa forma revolucionária – banda de Doom Metal para uma das mais aclamadas bandas de Rock Alternativo por esnobes do mundo musical, sejam próprios músicos, críticos ou fãs da banda.  Não que este grupo não tenha feito nenhum acerto durante seus 24 anos de existência. Na verdade, o grupo fez mais acertos do que erros. O maior defeito encontrado no décimo trabalho da banda é que o som está cada vez mais simplificado e empobrecido, ao mesmo tempo que fica mais sinfônico e bombástico, como se estivessem tentando esconder as próprias fraquezas.

Anathema possui canções mais longas do que uma banda de Rock Alternativo costuma produzir, mas o que é visto em Distant Satellites, falando em termos de execução e técnica, bandas como Coldplay parecem estar no mesmo nível. Com exceção dos ótimos vocais e do solo de guitarra na faixa que carrega o nome da banda, nada soa espetacular e até mesmo arriscado. E quando a banda tenta soar arriscado, soa como figurinha repetida em um álbum que não pertence. Existe explicação para o que é feito em “You’re Not Alone”, uma faixa que, além de ser próxima a algo que a banda já fez em discos passados, soa como uma das experimentações perdidas dos primeiros discos do Linkin Park? E as duas faixas que encerram o disco, a faixa-título e “Take Shelter”? Por mais que elementos de bateria e de Música Eletrônica não sejam novidade no som da banda, soam totalmente fora de contexto em Distant Satellites e por si só, como canções, são fracas e sem riqueza que a banda um dia demonstrou. E quando a tentativa de fazer um mais orgânico com a bateria é feito, soa sintético e sem sabor nenhum. Repare na faixa “The Lost Song, Part 3″ e veja o quão fraco é a produção deste essencial instrumento.

E o que dizer das letras? O ponto mais fraco deste disco, definitivamente. Elas são simplistas, envolvendo temas como “eu perdi você”, “eu achei você”, “eu achei que perdi você”, “eu me perdi em você” e sentimentos de amor com uma pessoa que você um dia perdeu. São temas repetitivos despejados pelo disco de forma entediante. Ouvindo os vocais dos irmãos Cavanagh e de Lee Douglas, parece que montanhas então sendo movimentadas através de um rio de emoções caindo em uma cachoeira sem fim. Lendo, parece que um estudante do ensino médio andou assistindo muito romance adolescente e tentou escrever um álbum conceitual/temático, mas não havia muita criatividade e pensou que em jogos de palavras o fariam mais inteligente e sensível.

Distant Satellites pode ser um disco adorado, aclamado e soar excitante para um ouvinte de música. Não basta mais que uma boa aprofundada e um senso crítico comum para perceber que é um som não vai oferecer nada novo, seja para quem ouve ou para quem faz a música. Anathema já fez trabalhos mais ricos que este, como visto em Weather Systems de 2012, que valem muito mais a pena do que é visto em 2014. Anathema está cada vez tornando-se mais repetitivo, chato e careta, ao invés de dar um desafio ao seu ouvinte, que merece muito mais do que é apresentado aqui.

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Hatebreed – The Divinity of Purpose (2013)

Hatebreed - The Divinity of Purpose
Origem:
Estados Unidos
Gêneros: Metalcore, Hardcore Punk
Gravadoras: Razor & Tie, Nuclear Blast

The Divinity of Purpose é o sexto álbum da pioneira banda de Metalcore vinda de Connecticut, o Hatebreed. Misturando um Hardcore Punk com Crossover Thrash, o grupo já fez muitos trabalhos interessantes, e irei falar hoje de seu último lançamento. Com um som agressivo durante pouco mais de meia hora de álbum com doze músicas que duram entre dois e três minutos, a banda cumpre a proposta prometida: um som porrada, ora agressivo, ora melódico.

O disco inicia bem no Metalcore com “Put It to the Torch”, e desta em diante vai alternando entre o Metalcore e o Hardcore Punk, trazendo um trabalho bastante interessante. O Hatebreed é uma das poucas bandas da cena Metalcore que realmente faz música boa, e não aquele som do Asking Alexandria que é apenas um berreiro irritante, apesar de que esta ainda tenha lançado alguma coisa interessante em seu último álbum, mas como o foco aqui é o Hatebreed, vamos continuar.

O álbum traz faixas boas e algumas até envolventes, tais como a já citada “Put It to the Torch”, “The Language”, “Before the Fight Ends You”, a faixa-título e mais outras. Não é um álbum com muitas faixas e o som das músicas é sempre mais do mesmo, mas isso não o torna um álbum ruim. Na verdade, eu acho que é um dos melhores álbuns de Metal que já ouvi neste ano.

Conheci a banda já faz algum tempo, mas fui ouvir o som dos caras há pouco mais de um mês, quando vi que foram confirmados para o Monsters of Rock (onde fizeram um ótimo show, diga-se de passagem). Por fim, tenho a dizer que The Divinity of Purpose é um álbum muito bom, não chega a ser um dos melhores da banda, mas ainda assim é ótimo, vale a pena dar uma conferida quem curte o gênero.

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Os cinco melhores shows do Rock in Rio 2013

Rock in Rio
Bom, um pouco atrasado, resolvi fazer um Top 5 da última edição do Rock in Rio. O maior festival da música brasileira nos deu uma boa dose de inferioridade ao festival de 2011. Mas, nem tudo foi negativo, tiveram shows ruins, shows medianos e alguns shows muito bons, os quais eu trarei para vocês nesta resenha. Venham comigo para conferir clicando na continuação.

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3 Recomendações: Metal Extremo (2013)

Nem sempre é possível falar sobre todos os ótimos e péssimos álbuns lançados em um único ano. Por mais cuidado que um crítico tenha, ele pode deixar de opinar sobre um álbum de grande (ou péssima) qualidade por falta de tempo ou por não conseguir transparecer sua opinião de forma que considere-a justa. A ideia do quadro 3 Recomendações é falar sobre discos que você deve procurar ouvir de um específico gênero ou ano de lançamento e que são considerados pelo escritor do artigo como candidatos a uma possível lista de “melhores do ano”. Estarão anexados links para audição das canções que você devam despertar o seu interesse em tal trabalho. O primeiro texto deste novo quadro será sobre três discos de Metal Extremo, que neste ano teve bastante material interessante.

The Dillinger Escape Plan – One of Us Is the Killer

One-of-US-is-the-Killer-Album-CoverO quinto álbum de estúdio do grupo californiano é intenso, rápido e pesado, porém é extremamente complexo, com momentos onde a banda parece uma máquina de destruição, sem ter pena do ouvinte, como é possível de se ouvir na faixa de abertura, “Prancer”. Mas estamos falando de uma banda extremamente versátil, que é capaz de compor canções como a faixa-título, que é possui momentos tanto quanto calmos encontrados em um grupo de Jazz, como momentos encontrados em bandas de Metal radiofônico. A execução deste álbum de 40 minutos é ótima e os vocais de Greg Puciato são, no mínimo, excelentes, sejam eles gritados e berrados ou cantados.

Shining – One One One

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One One One é outro álbum intenso, rápido e pesado. Entretanto, ao invés de algumas canções com vocais limpos e de fácil assimilação como The Dillinger Escape Plan fez, este grupo norueguês simplesmente não perdoa. Em menos de 36 minutos de duração, esta banda de Jazz Metal Experimental usa o sax como se fosse uma guitarra em diversas faixas deste álbum, como na canção de abertura, “I Won’t Forget”. O destaque do álbum fica com a poderosa “Blackjazz Rebels”, que certamente irá deixar qualquer ser humano espantando com a energia demonstrada. Mas, apesar dos experimentos, pesos e vocais rasgados/gritados, é um álbum grudento. Seus refrões são daqueles que custam a sair de sua cabeça, gostando das faixas encontradas aqui ou não.

Kongh – Sole Creation

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De todos os álbum aqui citados, este é o mais longo, com 45 minutos de duração, possuindo apenas quatro longas canções, com quase todas durando acima da marca dos 10 minutos. É lento e atmosférico, com momentos progressivos e, às vezes, até depressivos, como a faixa “Skymning”, que possui bastante força emocional para encerrar o álbum. Para alguns isso pode não ser interessante, porém os elementos de Doom Metal presente neste álbum são bem executados, os vocais são bons e as composições são ótimas, como é visto na faixa-título. Se você tem interesse por algo não tão veloz, mas sim por um som com influência de Black Sabbath, apresentando uma faceta moderna, esta banda sueca pode te surpreender.

 

Avenged Sevenfold – Hail to the King (2013)

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Origem: Estados Unidos
Gêneros: Heavy Metal, Hard Rock
Gravadora: Warner Bros. Records

Hail to the King é o sexto disco desta banda da Califórnia, o primeiro sem seu baterista original, o já falecido e bom músico The Rev, e o primeiro com Arin Ilejay, ex-Confide. Após o interessante e depressivo Nightmare, de 2010, Avenged Sevenfold sentiu que precisava surpreender seus fãs com uma nova direção musical. Ao invés de repetir as fórmulas de seus discos anteriores pós-Waking the Fallen, o grupo decidiu lançar seu “álbum negro”. Os talentosos músicos decidiram por um álbum mais comercial, para conquistar os fãs do clássico Heavy Metal, que os odeiam e não suportam a música que o quinteto faz. Já é possível saber como Hail to the King será baseando-se apenas esta pequena descrição.

O álbum começa com “Shepherd of Fire” e na introdução desta canção temos sons de fogo em brasa, mostrando a ideia de energia que a faixa mostraria. Para o encerramento temos “Acid Rain”, a faixa termina com sons de chuva, resumindo de forma simplória o que foi a faixa. São ideias interessantes para iniciar e encerrar um disco, porém o que separa essas ideias são 53 minutos divididos em 10 músicas com pouca qualidade e, principalmente, sem criatividade e personalidade. Com exceção de “Planets”, você pode pegar qualquer música de Hail to the King e apontar para a(s) fonte(s) de sua “influência”. Por exemplo, “Doing Time” é uma mistura irritante de Guns N’ Roses e Velvet Revolver. Já “Coming Home” é um visível “tributo” ao clássico do Heavy Metal “Number of the Beast” do Iron Maiden. E, sem esquecer do óbvio, pelo menos três faixas foram chupadas do Metallica. “Shepherd of Fire” é como “Enter Sandman” com alguns toques de “Cowboys from Hell” do Pantera, “Crimson Day” é o equivalente a “Nothing Else Matters” e, o maior plágio deste disco, “This Means War” é praticamente um cover de “Sad But True”.

Se você, que odeia o Metallica por sua transformação ao mainstream, mas ama o Megadeth, porquê manteve o Thrash Metal com boa qualidade, repare na vísivel “influência” em “Heretic”, que mais parece “Symphony of Destruction”. Em relação a faixa título, é uma fraquíssima canção que qualquer banda genérica metida a Manowar poderia compor. E a já citada “Acid Rain” soa como se fosse composta por, pasmem, Muse! E não se pode esquecer de “Requiem”, que foi composta quando a banda ouvia o novo disco do Ghost e outras diversas bandas de Power Metal. E para as letras que a banda possuía – você considere elas emo ou não – “evoluíram” para temas de fantasia, o que torna mais difícil de levar alguém a sério quando diz que “olhou nos olhos do diabo”. Onde está a personalidade e criatividade deste grupo californiano? Avenged Sevenfold mudou, mas ao invés de seguir para frente ou seguir para direita ou esquerda, resolveram voltar seis passos para trás. Toda a complexidade e emoções que a banda tentava passar em suas composições se foram. Tudo que sobrou foram os irritantes vocais de M. Shadows. É preciso diferenciar “influência” de “plágio”.

Um exemplo vivo de artista que recebe bastante influência do passado é Steven Wilson. Em seu novo disco, o excelente The Raven that Refused to Sing (And Other Stories), é visível influências das grandes bandas clássicas do Rock Progressivo e Jazz Fusion, como Jethro Tull, Mahavishnu Orchestra e, principalmente, King Crimson. O que acontece é que Wilson coloca sua personalidade nas suas composições. Por mais visível que seja as suas influências, o ouvinte sabe que está ouvindo um artista disposto a deixar a sua marca no que está executando e, no caso de Wilson, produzindo. Em seu novo álbum, você não consegue apontar para uma faixa que o disco tenha chupado de um artista, somente as bandas que levaram a compor as canções. Entretanto, em Hail to the King, você pode dizer que “This Means War” é na verdade “Sad But Two”.

Em resumo, Hail to the King é um disco, em sua essência, monótomo, fraco, forçado, cansativo e nauseante. O novo baterista do grupo, Arin Ilejay, não tem culpa de estar tocando músicas tão aquém da capacidade de qualquer baterista de Metal moderno, que estão no nível de Lars Ulrich. A necessidade que o grupo demonstrou em conquistar os fãs tradicionais do grupo não vai funcionar, pelo simples fato de que esse disco é um falso tributo aos amantes do Heavy Metal. Se Hail to the King for um disco que lhe interesse, então você está assumindo que não tem senso crítico ou simplesmente quer ouvir tudo o que já foi feito com algumas alterações e vocais piorados.

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